FEIRA DO LIVRO



No âmbito do Plano Anual de Actividades, as Bibliotecas do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Francisco Cabrita estão a realizar a sua habitual Feira do Livro, que teve início a 9 de Dezembro e se prolonga até ao dia 18 do mesmo mês.
Dada a particularidade desta quadra natalícia que se adivinha, e porque oferecer um livro a um familiar ou a um amigo é sempre um prazer e um testemunho de afecto, este evento tem permitido uma disponibilidade de livros muito diversificada com descontos garantidos pelas editoras.



Esta actividade procura divulgar o livro, os autores e, obviamente, fomentar o gosto pela leitura junto de todos os ciclos e da Comunidade Educativa, de acordo com os objectivos e princípios do Plano Nacional de Leitura.

Como já tem sido habitual, em anos anteriores, este evento tem despertado sempre uma grande curiosidade por parte de todos os membros da Comunidade Educativa, já que têm marcado a sua presença, ora visualizando os livros expostos, ora adquirindo outros, de acordo com os seus gostos literários.

EXPOSIÇÃO DE PINTURA EM SEDA DE CELINA ALBERTO

“A minha Rota da Seda”

Na nossa biblioteca, de 11 a 17 de Novembro, das 9 às 17 horas.



Celina Alberto nasceu em Moçambique em 1955 e exerce a sua actividade profissional ligada ao ensino do Inglês e do Alemão, na Escola Secundária de Albufeira. Reside actualmente em Tunes. É autodidacta na actividade artística e afirma ter iniciado a sua “Rota da Seda”, em 1995. Tem participado em algumas exposições individuais e colectivas.


Inicialmente pintou a óleo, mas o seu gosto preferencial pela pintura em seda surge, quando descobriu este material, no contexto de um atelier, para o efeito. Deslocou-se, então, ao Extremo Oriente (China, Malásia, Indonésia, Índia) e aí familiarizou-se com a textura e a qualidade desse material nas suas mais variadas diferenças técnicas, usadas pelas populações autóctones. Em França, em contacto com as indústrias das sedas, em Lion, ligadas à alta-costura, aprecia a particularidade deste material e os efeitos criativos da pintura industrial. Os seus conhecimentos relativamente à seda são reforçados com abundante literatura que vai adquirindo, por interesse e custo próprios.



A seda é o cadinho donde brota a originalidade do seu trabalho, já que entre a artista e o material se estabelece um diálogo, um percurso a construir, pois a seda e as suas peculiares características não a deixam fazer o que pretende. A especificidade do material, em molhado, e a fluidez das tintas vão criando estruturas pictóricas, como um exercício de controle, pois as ideias são levadas pela cadência da permeabilidade da seda, que se impõe como um desafio e uma barreira a enfrentar, mas que lhe dão identidade. As suas cores são intensas e expressivas, traduzindo sentimentos e emoções fortes. O acto pictórico reduz-se, então, a uma sistemática aprendizagem e exercício em construção.

LIVRO DO MÊS DE NOVEMBRO



Era uma vez um cavaleiro de um reino distante, situado algures no Norte gelado da Europa. Este cavaleiro, segundo a imaginação da grande escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, vivia feliz numa enorme casa rodeada de bétulas e de um enorme pinheiro.
Nesse reino da Dinamarca, onde as estações do ano se sucediam num eterno bailado da natureza, era tradição festejar-se o natal com grande azáfama, paz e alegria envolvendo parentes, amigos e grande criadagem.
Decorridos alguns anos, o cavaleiro decidiu ir em peregrinação à Terra Santa, onde pretendia rezar e conhecer as terras bíblicas. Para isso decidiu informar a família e amigos de que iria estar ausente por dois anos.
Feitos os preparativos, lá partiu e viajou até ao seu destino, onde foi conhecendo gentes, hábitos, gostos, cheiros, perfumes, riquezas e sabedoria. De regresso a casa, galgou inúmeras paragens, cidades, países e conheceu as artes, a sabedoria, entre outras coisas.
Para completar a sua viagem, ele decidiu convidar-te para o acompanhares por esse périplo do mundo medieval. Assim, resta-te leres este livro e descobrires o resto da história, que a irás então contar a amigos e familiares.

27 de Outubro - Dia da Biblioteca Escolar



Sessão de Leitura de Textos e Poemas

No âmbito do Dia da Biblioteca Escolar, a nossa biblioteca acaba de dinamizar uma sessão de leitura de textos e de poemas.
Nesta actividade, estiveram presente duas turmas do 5.º ano de escolaridade, num total de quarenta e três alunos, e três professores, além da Exm.ª Senhora D. Teresa Nesler, que se ofereceu para integrar a nossa Bolsa de Leitores e Dinamizadores desta modalidade de eventos e do Clube de Leitura, que são testemunho da dinamização deste espaço, apetrechado de inúmeros recursos para fomentar o gosto pela leitura e pelo livro.



Todos os presentes leram textos e poemas de sua autoria e, no final da sessão, todos manifestaram a forma como iniciaram a sua actividade literária, através dos textos e poemas da sua lavra. Exteriorizaram o facto de a escrita ser uma forma de revelar sentimentos e emoções, de modo a desenvolver a comunicação e - simultaneamente - dar aos outros os eus estados de alma e o pulsar da sua própria vida. A escrita é "descarregar o que nos vai cá dentro", como dizia um aluno, e é também uma forma de partilhar com os outros esses sentimentos.
Neste contexto, foi lido um excerto de um livro escrito e já publicado "A Famíla Real" pelos próprios alunos. Neste texto fez-se alusão a uma família rica de apelido Real, cujos membros simbolizavam as diferentes forças da natureza (fogo, gelo, água, ...) que realizaram uma viagem no tempo e foram aportar a um mundo diferente, em 2150.
De seguida outros alunos leram poemas da sua autoria e que constam neste blog, datados de finais de Junho, como se pode constatar.
Para encerrar a sessão, a Senhora D. Teresa Nesler leu um texto da sua autoria, no qual se faz uma retrato de uma experiência de vida, e que passamos a transcrever:

A lengalenga



« Ao aguardar pela primeira vez, pela consulta de especialidade, fui folheando aquelas revistas habituais que se encontram em qualquer consultório que se preze. Neste caso no hospital. Foi então que dei de caras com uma crónica de António Lobo Antunes que a dado momento rezava assim:
"Em criança, quando me davam a sopa, fixava-me no prato à espera da rã que saltava um muro, impressa no fundo. A partir de não sei quantas colheres ia surgindo a pouco e pouco, colorida, feliz, de suspensórios e calções.
- Não quero mais, já se vê a rã e insistiam.
- Só esta
a mentirem-se porque o esta eram várias. Até rapavam a loiça.
- É a última, a sério
e ao deslaçarem o babete da nuca magoavam-me sempre. Sopa de couves, sopa de feijão, sopa de ervilhas, a quantidade de sopas que me obrigaram a empazinar, meu Deus. E bife raspado. E puré. E xarope no fim, de frascos de rótulo peganhento, tanto xarope que cá canta também".
Esta passagem trouxe-me à memória alguns episódios da minha própria infância. Afinal também eu me lembro de usar babete, das mesmas sopas, e bifinhos raspados, e até do peganhento óleo de fígado de bacalhau, recomendado pelo pediatra. Contudo no meu prato, quer por acaso tinha uma cor amarela, não havia espaço para qualquer rã, e nunca foi necessário o uso de quaisquer estratagemas para me convencerem a comer tudo. Porém, o mesmo não se passou com alguns dos meus cinco irmãos. Foi então que me veio à mente uns versinhos que o meu pai recitava em jeito de lengalenga, numa dessas pontuais situações de birra, que por sua vez já teria ouvido de uma sua avó, e que eu nunca mais esqueci.

- Ó Papim papa a papinha
Papa-a ao pé do papá
Se o Papim não papa a papa
O papão papa o Papim
E o Papim já papa a papa
Para que o não pape o papão.»

Livro do Mês de Outubro



Alice Vieira nasceu em Lisboa. É licenciada em Germânicas e a partir de 1969 dedica-se profis-sionalmente ao jornalismo. Em 1989 decide dedicar-se por inteiro à escrita. Neste contexto, a sua ficção prima pela literatura infanto-juvenil, onde inúmeros contos e pequenas histórias são testemunho do seu variado e riquíssimo imaginário, com personagens reais e, por vezes, fantásticas, até.
«Quero-vos como a comida quer ao sal», assim definiu a princesa o seu amor pelo pai, numa velha história da tradição popular.
É essa história que aqui se conta, adaptada ao teatro. Uma história onde se fala de amor, de ingratidão, de sonhos, de remorsos, de longas viagens de aprendizagem, e de como se faz e desfaz um rei - ou seja, do que acontece a um rei quando a coroa lhe cai da cabeça.
Para melhor conheceres esta história e o significado das suas personagens, lê este livrinho.