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ANIMAL EM EXTINÇÃO - Mês de outubro “Lince Ibérico”
O LYnx Pardinus ó se encontra na Península Ibérica, Portugal e Espanha e está em vias de extinção. Em Portugal, a sua distribuição geográfica faz-se por pequenos grupos a viver no Algarve, Vale do Guadiana, Serra de São Mamede, Vale do Sado e Serra da Malcata. O lince ibérico é o carnívoro mais ameaçado da Europa e do mundo, acontecendo o mesmo em Portugal, sem que haja verdadeiramente um plano de acção, nem verbas que permitam inverter esta tendência. Atualmente, está reduzido a uma população que se resume a cerca de 30/40 animais, no máximo, a viver em liberdade. O homem foi o principal responsável por este desaparecimento, devido à caça que lhe deu durante o último século. Por último, a doença hemorrágica viral, que dizimou grandes populações de coelhos bravos, que eram o seu principal alimento, acabou definitivamente por criar o vazio em que agora se encontra. O facto de os poucos animais existentes estarem dispersos por um longo território, leva a que não haja reprodução, e que o fim destes felídeos esteja próximo no território português, embora em Silves exista um programa de o reabilitar, permitindo a sua reprodução em cativeiro. Com o desaparecimento anunciado do Lince Ibérico, o território nacional deixa de contar com a sua presença para garantir a totalidade da cadeia alimentar no território. Salvemos o Lince Ibérico…
ANIMAL EM EXTINÇÃO - Mês de setembro Lóris Lento – o “Gremlin de Java”
O Lóris descende de primatas primitivos. Encontra-se na orla do Pacífico (Bornéu, Sri Lanka e ilha de Java), na Índia e Madagáscar. De todo as espécies de Lóris, a mais conhecida é o Lóris Lento o “Gremlin de Java”, que é preferencialmente noctívago. Os seus olhos são muito grandes e expressivos. O filhote de Lóris passa o dia dependurado na mãe e de noite fica num galho de árvore, escondido entre as folhas, enquanto sua mãe sai à caça de insetos e outros pequenos animais. O Lóris caça com o olfato mais do que com a visão. Como pode um animal aparentemente tão indefeso sobreviver? A sua verdadeira defesa são os hábitos noturnos e os movimentos silenciosos. Pode desaparecer rapidamente num emaranhado de galhos e trepadeiras, onde os seus inimigos carnívoros (ursos de java) não conseguem segui-lo. O maior segredo desta espécie, aparentemente inofensiva, é possuir um veneno altamente tóxico para neutralizar pequenos insetos, larvas, centopeias, aranhas e pequenas aves. Este veneno é uma síntese de saliva com uma segregação que abunda no seu abdómen (bromo) que atua rapidamente sobre as suas presas e faz afastar eventuais predadores. Já antigas tribos de Java o evitavam, embora utilizassem o seu sangue e veneno para colocar em setas para dizimar guerreiros de tribos adversárias. Para defenderem o seu território e facilitar o acasalamento com eventuais fêmeas, os machos combatem-se ferozmente até ferir potenciais adversários, que acabam por morrer vítimas do veneno que atuará lentamente no seu organismo. A sua aparente beleza e docilidade têm contribuído decisivamente para o tráfico deste pequeno primata, tido como mamífero exótico de estimação, pelo mundo inteiro, o que o põe como uma das espécies mais ameaçadas de extinção. Salvemos o Lóris